Além do TSE, o grupo também alega ter atacado outros 61 sites com domínio .br 

Existem duas linhas de investigação. A primeira define que os ataques teriam ocorrido no mês de setembro (data mais recente das informações divulgadas), e outra que trabalha com a possibilidade de os ataques terem ocorrido no mesmo dia do primeiro turno das eleições, 15 de novembro de 2020. O grupo de hackers conhecido como CyberTeam invadiu ciberneticamente o TSE e divulgou dados privados de juízes e outros funcionários, com informações que abrangem o período de 2001 a 2020. 

Estima-se que o objetivo do grupo era desestabilizar as eleições e colocar em xeque a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro, dando a oportunidade de questionamento dos candidatos derrotados. Vale lembrar que as urnas brasileiras são consideradas um dos mecanismos de votação mais seguros do mundo pois não tem qualquer tipo de acesso à internet pública e a transmissão dos dados é feita por uma rede particular, totalmente desconectada da rede comum. 

Existe também o registro de um segundo ataque, este comprovadamente no dia das eleições, que tinha o objetivo de tirar o site do TSE do ar provocando milhares de acessos simultâneos e sobrecarregando a página. Especula-se se essa segunda invasão, neutralizada pelo TSE, teria causado uma falha no app e-Título, utilizado para votação e justificativa no dia das eleições. 

O líder do grupo, Zambrius, afirma ter agido sozinho utilizando apenas um celular, enquanto cumpria prisão domiciliar. Enquanto isso, investigadores pesquisam a possibilidade de o ataque ter sido encomendado por grupos radicais à favor do atual presidente.

 

Conheça os outros ataques

O CyberTeam também afirma que o ataque feito ao site do Ministério da Saúde é de sua autoria. Esta invasão prejudicou a divulgação de informações do avanço da COVID-19 no Brasil. Além destes, eles também afirmam ter invadido sites de prefeituras, Câmaras, departamentos de trânsito, pequenos escritórios de advocacia e etc, totalizando 61 domínios. Zambrius ainda afirma que agem somente de maneira ideológica e não utilizam as informações como forma de extorsão como outros grupos hackers, porém ataques a pequenos comércios contestam a veracidade dessa informação. 

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